Consórcio Gerenciador e sua formação
A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) anunciou o consórcio que será responsável pelo gerenciamento de obras significativas nas estações da Luz e do Complexo Brás. O consórcio gerenciador LGPK, composto por quatro empresas — LBR Engenharia e Consultoria, Geribello Engenharia, Progetto Engenharia e Kingline Gerenciamento de Projetos e Serviços — obteve a melhor classificação no julgamento final da licitação, alcançando uma nota de 95,95. Contudo, essa pontuação não implica na imediata contratação do grupo, pois o processo ainda está em andamento e deve passar por fases posteriores até a formalização do contrato.
A empresa escolhida ficará encarregada de prestar serviços técnicos de acompanhamento dos empreendimentos, o que incluirá o controle rigoroso de cronogramas, custos, riscos e a qualidade das intervenções realizadas. O contrato que será firmado pela CPTM está previsto para ter uma duração de 48 meses.
Obras na Estação da Luz
As obras na Estação da Luz já estão em andamento e a gerenciadora será responsável por monitorar uma intervenção que se arrasta há vários anos, com conclusão prevista para 2027. Esse projeto inclui a construção de um novo túnel de aproximadamente 125 metros, que visa melhorar a conexão entre as áreas da CPTM e a Linha 4-Amarela. Além disso, a reforma contempla a instalação de escadas rolantes e fixas, elevadores e melhorias nos acessos e áreas de circulação da estação.

Vale destacar que as obras enfrentaram atrasos em relação ao cronograma inicial. Recentemente, uma visita ao canteiro de obras realizada pelo MetrôCPTM trouxe à tona o estágio atual da intervenção, que continua a seguir seu curso, apesar dos desafios enfrentados pelo projeto.
Remodelação do Complexo Brás
No que se refere ao Complexo Brás, a CPTM está investindo cerca de R$ 388 milhões para remodelar a infraestrutura ferroviária. Este projeto já conta com o contrato para a elaboração dos projetos básico e executivo, assim como para a execução das obras. O prazo estimado para a conclusão é de 48 meses.
As intervenções no Complexo Brás incluem alterações na geometria das vias, mudanças em aparelhos de mudança de via (AMVs), ajustes na rede aérea e na sinalização, além da criação de uma área destinada ao estacionamento e à limpeza dos trens. O objetivo é facilitar a circulação das linhas que atravessam o Brás e aprimorar o acesso dos trens às instalações ferroviárias existente na região.
CPTM e a continuidade das obras após concessão
A intervenção no Complexo Brás ocorre em um contexto de transição na operação da malha ferroviária, pois em breve as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade passarão a ser operadas pela empresa Trivia Trens. Essa operação sucederá após um período turbulento vivido em julho. Vale ressaltar que, apesar da concessão, a CPTM não deixará de gerenciar os projetos que foram contratados previamente. A remodelação do Complexo Brás, assim, seguirá sendo um investimento público com supervisão direta da estatal, coexistindo com as intervenções sob a responsabilidade da Trivia, conforme detalhado nos documentos do edital.
